O terror da Língua de Veludo
Outro dia estava conversando com algumas amigas e eu descobri algo preocupante: a maioria finge orgasmos durante o sexo oral. Bom, aí você pode me dizer que muitas fingem mesmo, mas minhas amigas são bem resolvidas; o problema não é frigidez. O problema são os homens, pressionados socialmente a serem garanhões.
Outro dia estava conversando com algumas amigas e eu descobri algo preocupante: a maioria finge orgasmos durante o sexo oral. Bom, aí você pode me dizer que muitas fingem mesmo, mas minhas amigas são bem resolvidas; o problema não é frigidez. O problema são os homens, pressionados socialmente a serem garanhões.
Eu tenho que admitir, isso é uma merda. Quando eu saio com um cara, cliente ou não, que fala que vai me chupar até amanhecer, eu já penso “Putz, ferrou! Explico. Criou-se uma crença entre os homens que o jeito perfeito de fazer a mulher chegar lá é chupando, talvez porque a maioria realmente atinja o orgasmo por essa via. Soma-se a isso a culpa atribuída ao homens pela milenar falta de orgasmos femininos “O homem é egoísta, só pensa em meter e gozar”, “Não liga para a parceira..não a satisfaz”, enquanto na verdade é um problema religioso, social que vai bem além do machismo. Esses dois fatores criaram um monstro – o implacável língua de veludo.
Veja bem, não estou dizendo que sexo oral é ruim, mas não é por isso que você precisa ficar uma hora lá embaixo, até a língua ficar dormente e sua parceira de saco cheio. A pressão exercida sobre os homens pesa também sobre os ombros femininos nesse momento. Cremos que, se não gozarmos, nosso parceiro ficará frustrado, sentindo que falhou na tarefa do macho alfa encantador de periquitas.
Lembro de uma vez em que recebia sexo oral de um cliente. Eu tive poucas experiências ruins, mas dessa eu me lembro claramente. Saímos algumas vezes e eu chegava quase a chorar quando começava aquele tormento: a barba me machucava, a língua seca me lembrava uma lixa e toda tentativa de tornar aquilo agradável me fazia querer fugir dali. Nesses casos, eu sempre tento criar atalhos para chegar ao prazer e dou dicas valiosas para que o cara ou a cara acertem no ponto, mas esse sujeito....
Como eu via que nada estava funcionando, decidia sempre tirar sua atenção daquela zona, mas nada o fazia desistir de me ver gozar. Nesse ponto desesperador – admito – eu fingia. Um fingimento tão tosco que eu ia pra casa me sentindo derrotada, fracassada, mas achava melhor do que aguentá-lo deprimido porque não conseguia me levar às alturas com sua língua mágica.
Um dia comentei isso com algumas amigas e todas me disseram que é a coisa mais comum do mundo: a síndrome do fingimento perante a língua frenética.
Acabei me lembrando de um outro cliente que foi com tanta sede ao pote, convicto de que sua língua me levaria às alturas, que levei uma bela de uma mordida e precisei ficar uma eternidade em repouso.
O que os homens ainda não perceberam – e isso não é culpa apenas deles, mas de nós, que os cobramos para que nos façam gozar – é que o sexo oral envolve o corpo todo e não apenas aquele órgão tão específico que temos entre as pernocas. É um degustar que envolve a totalidade dos sentidos e começa com o olhar, com o beijo quente, a mão na nuca, um beijo sutil no pescoço. Continua com um arrepio que desce pelas costas, eriça os mamilos, sensibiliza os quadris. Um beijo molhado nos dedos das mãos, beijo com devoção nos pés e a mão percorrendo lentamente as pernas.
O ritual do prazer que eu descrevo vale para homens e mulheres e é um verdadeiro convite para a degustação de toda a toda magnitude do corpo.
Não quero dizer, com isso que não sentimos vontade de treparmos como animais às vezes. Chegar de uma festa, ter o vestido levantado com fúria e ser penetrada com desejo, levando a um orgasmo extremo. A verdade é que nem sempre precisamos do “oral dos deuses” para sentir prazer. O verdadeiro deleite tem muito mais a ver com a percepção que temos do nosso corpo e do corpo de quem está conosco. Isso não se aprende, se vive. Mas enquanto as pessoas tiverem pressa ou receitas prontas para puramente atingir um orgasmo, seu valor se perde em achismos, extremismos e frivolidades técnicas.
O orgasmo pode ser sublime, desde que não seja subestimado nem superestimado.
O que vocês acham??
Fonte: Blog Lola Benvenutti
http://www.lolabenvenuttioficial.com.br/post/156/O+terror+da+l%C3%ADngua+de+veludo
Fonte: Blog Lola Benvenutti
http://www.lolabenvenuttioficial.com.br/post/156/O+terror+da+l%C3%ADngua+de+veludo
- Eu Lidy, concordo muito com o que a Lola disse, os amantes (digamos assim, pq ambos os sexos fazem isso) esquecem que existe todo um corpo a ser tocado, focam apenas nas genitálias e isso acaba ficando chato e tedioso, nós mulheres adoramos ser tocadas em partes do corpo como a nuca, costas, barriga, coxas e pés; beijos, mordidas e caricias por toda essa região é muito exitante, então aqui está a dica da Lola e da Lidy, vamos explorar mais o corpo um do outro e fazer com que a brincadeira fique mais gostosa e divertida.
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